terça-feira, 13 de julho de 2010

Falidas (arremedos)

Há tempos que não quero as palavras. Decretei sua falência. (Sua = delas, as palavras.) Decretei não, constatei. Falidas.
Das imagens é que gosto agora. A Sabedoria sempre soube. Valem mais do que mil palavras. 

As linguagens não-verbais, diz aos alunos o professor, como se as verbais tivessem nascido primeiro.
Faliram - falharam - antes de nascer. Querem dizer mas sempre fica faltando. Fica faltando dizer que.
Desisti.

(A Mona Lisa. O Baco adoentado.)

[Le Petit Lenormand espalhado sobre a mesa.]

{Um postal com uma igreja velha das Filipinas que não parece igreja e uma música frenética - em espanhol - da australiana quarentona tocando. Los amores no se comparan.}
Verbum carum factum est.



quinta-feira, 18 de março de 2010

Mini Lady Gaga - A Pequena Miss Sunshine brasileira (e verdadeira)

Eu estava por acaso assistindo ao programa "Qual é o seu talento?" justamente na hora em que entrou em cena a "Mini Lady Gaga", como ficou conhecida a menina de 8 anos que lá se apresentou cantando "Bad Romance" e "Paparazzi", maquiadíssima e vestida como a intérprete original.

Imediatamente associei-a à personagem do filme "Pequena Miss Sunshine", em sua surpreendente apresentação naquele concurso de pequenas misses. 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Casos malditos II

Como prometido no post anterior, este traz mais "Casos malditos" publicados pela revista Planeta na década de 70. Os de hoje foram publicados na edição número 13, de setembro de 1973 (capa ao lado). Nessa edição, os três casos publicados foram enviados por leitores da revista. Aliás, nota-se que no fim da seção  há o endereço da revista para que os leitores que conhecessem alguma boa história a enviassem para a redação.

Os títulos dos casos a seguir: "Mistério do retrato de casamento", "O retrato maldito do rei iemenita" e O perdão do caiçara".

Clique nas imagens para vê-las em tamanho ampliado.





sábado, 6 de fevereiro de 2010

Casos malditos

Nos anos 70, uma das seções da revista Planeta era "Casos malditos", que apresentava, a cada mês, relatos de fatos bizarros e pavorosos. Apresento a seguir os dois relatos que foram publicados na edição de número 3 da revista (cuja capa é esta à esquerda), de novembro de 1972. Os títulos: "O navio invisível" e "Chuva de carne". Esse último faz-me lembrar  de uma "caso" ocorrido em Tapera, minha cidade natal, quando eu era criança. Certa vez houve uma chuva de cinzas durante a madrugada. Sim, quando amanheceu, as ruas, calçadas e telhados estavam cobertos por uma camada de cinza. A explicação dada para o fato foi a erupção de um vulcão no Chile, cujas cinzas foram trazidas pelo vento até o sul do Brasil... Pesquisando agora sobre a tal chuva de cinzas na net, encontrei um texto sobre isso e até as notícias sobre o fato no jornal da época.

Nos próximos dias, postarei novos casos malditos aqui.

Dica: Clicando nas imagens  elas ficarão maiores e o texto se tornará mais fácil de ser lido.





quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

2 anos




Ontem este blog completou 2 anos de existência. Ele nasceu quando eu necessitava de uma atividade que mantivesse meus pensamentos longe da nicotina, nos dias imediatamente posteriores a minha decisão de parar de fumar. Não por acaso, o primeiro texto que aqui publiquei foi “Parando de fumar”. E foi uma boa estratégia, pois comemorei também há alguns dias 2 anos como ex-fumante...
Atualmente pouco escrevo aqui, pois já não disponho de tempo como naquela época. Na verdade, tenho muitas idéias e esboços de textos prontos em minha cabeça, mas eles vão ficando lá engavetados. Tomara que um dia a tecnologia invente um mecanismo para transferir arquivos diretamente do nosso cérebro para o computador, sem precisar empregar as mãos e o tempo para digitar e organizar o texto no editor.
O blog existe, antes de tudo, para mim. Entro aqui para ver minhas coisas, as atualizações dos blogs que acompanho, e, às vezes, olhar para esse passado próximo aqui registrado esporadicamente. São fragmentos de existências, pieces of me que aqui vão ficando.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Madonna col bambino e due angeli


Recebi hoje esse postal, que veio da Holanda, embora a postcrosser o tenha comprado em Firenze, na Itália. Traz a pintura de Filippo Lippi (pintor renascentista) que deu título a este post e que deve significar algo como "Nossa Senhora com o Menino e dois anjos" (um dos anjos está quase todo escondido atrás do Menino).

Como bom representante de sua época, o artista teve uma vida dividida entre o sagrado e o profano: foi frade carmelita mas teve muitos casos amorosos, e finalmente casou-se com uma noviça...

Impossível não comentar a extrema europeização com que ele retrata a Virgem, o Menino e os anjos, todos impecavelmente louros e aristocráticos.

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Criei um outro blog, só para mostrar meus postais e falar sobre eles. O que não impede que volta e meia eles também apareçam por aqui, sob outros enfoques.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Presente de amigo secreto

Recebi hoje o presente do Amigo Secreto que fizemos na comunidade Postcrossing do orkut. Quem me tirou foi a Nuria, de São Paulo, e ela presenteou-me com um postal gigante que mostra a interessantíssima tela "Paulistanos and visitors", de Duracelli. E
is-lo, frente e verso:




domingo, 22 de novembro de 2009

Gatinhos vieram à noite...





Altas horas da noite, madrugada de sábado para domingo, quando ia deitar-me, ouço o miado inconfundível de filhotes felinos vindo da rua. A noite tinha sido chuvosa, mas naquele momento a chuva dera uma trégua. E foi o bastante para que alguém abandonasse os pobrezinhos aqui pela rua.

Levantei-me e fui ver onde estavam eles. Na primeira tentativa, não consegui aproximar-me, pois haviam entrado no pátio de um vizinho. Na segunda, tinham ido para baixo do carro de outro vizinho. Na terceira tentativa, peguei-os desprevenidos em um canto de onde não tinham como fugir. Capturei os três cinzentos e os trouxe para casa. São ainda muito pequenos e magrinhos, e bem ariscos. Por sorte, tinha ração de filhotes em casa (herança de meu filhote que partiu), e eles comeram. Arranjei-lhes uma caixa com panos para fazerem sua toca. E ali dormiram.

Não posso ficar com os três, mas com um apenas ficarei. (Difícil será escolher...) Para os outros agora preciso encontrar um destino, ou seja, quem os adote. Encontrei na internet um grupo chamado SOS Animais Pelotas, que acolhe animais abandonados e os encaminha para adoção. Entrei em contato com pessoas do grupo através da comunidade no orkut e estão me orientando a respeito de algumas possibilidades. Parece que há pet shops que acolhem os bichinhos e os deixam "em exposição" para que interessados os levem. Verei ainda o que será feito, mas na rua os coitadinhos não ficarão.

Não consigo entender como alguém tem coragem de abandonar os gatinhos assim. Se iam largá-los, que ao menos esperassem eles crescerem um pouco, pois novinhos como são estavam sujeitos a todos os perigos sem defesa alguma...

Para quem se interessar, o site da SOS Animais Pelotas está AQUI.

P.S. A Lady Gata tem me visitado todas as tardes. Quero ver qual será sua reação ao encontrar com os três novos hóspedes, hehehe...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Lady Gata



Há alguns dias ela vinha frequentando sorrateiramente minha área de serviço, onde fica a ração do cachorro. Ontem fiz um rápido contato com ela, antes que fugisse para cima do telhado do vizinho. Hoje, enfim, ela resolveu fazer uma visita amigável. Aproximei-me dela, peguei-a no colo e trouxe para denro de casa. Comeu o que lhe ofereci, investigou se havia outras guloseimas, conheceu todos os cômodos da casa e depois deitou-se um pouco em frente de casa, antes de sair para a rua.

Deve pertencer a algum vizinho daqui da rua a simpática gata. Deve ser acostumada a não parar muito tempo dentro de casa e a vagamundear pelas ruas. Acho até que está grávida, pois sua barriga parece estar em crescimento. Quando saí para ir ao supermercado, ela ficou deitada ali na frente de casa. Quando voltei, ela não estava mais. Depois, saí de novo e quando voltei, eis que ela estava ali na calçada, como a me esperar. Abri o portão e ela foi entrando, como velha conhecida. Abri a porta e ela entrou, logo encontrando os restos da comida que tinha lhe oferecido antes. Passou aqui bem umas duas horas até que resolveu sair de novo rumo à rua. Gata inquieta, não pára muito tempo num lugar só. Deixa-me aqui preocupado com seu destino na rua, mas o que posso fazer, se nem minha é, se nem sei quem é seu dono (se é que possui um) e se ela é incapaz de permanecer aqui trancada? Receberei-a sempre que quiser me visitar, mas só enquanto quiser ficar.

Para mim ela se chama Lady Gata, referência à cantora, pois é esquisitinha e piriguete como ela.

sábado, 10 de outubro de 2009

Bonn am Rhein


Recebi ontem este belíssimo postal da Basílica de Bonn, na Alemanha (Informações adicionais by Google: construída nos séculos 11 e 12 em estilo românico e gótico). É um postal bem grande (20x15) e suas cores são mais bonitas do que aparentam na tela do computador.
No mesmo dia, recebi um outro postal, vindo de Oklahoma. No verso dele, a moça que o envou desenhou um gatinho e escreveu: "I am obsessed with rates!" Tudo diz tu queres gato.

domingo, 4 de outubro de 2009

Queremos gato

O nome de gato assegura minha vigília*


Queremos gato
gato que era nosso
gato que beijava
gato que crescia
gato que seria
gato grande um dia
Queremos gato
gato de quem éramos
gato que xingávamos
gato endiabrado
gato das tocaias
gato e seu miado
Queremos gato
gato que era nosso -
gato, vem pra fora
sai, gato, do buraco
do buraco da terra
do buraco da alma
buraco em que te meteram -
Queremos gato que era nosso
gato que outro não há
gato que já não é
gato que não será

O gato era um dia imaginado nas palavras (...)
o gato era gato que não símbolo (...)
o dia do gato que seria (...)*


tu queres gato: tira do teu ventre
morno medida de tua garra,
o formato e as unhas te fazendo,
tuas certezas, teu único sonho, botas e

cobertas que também desfazem teu salto
e se apronta para sobrevoar o campo alheio
e se lançar meio tigre sobre as marcas
que não sabes nem sabes repousar, e os gemidos

de fome em gato não ouças, mas vive
os cantos da casa e os pêlos amedrontados
e a ameaça acordando o nome gasto

e se deita depois num lento revirar ignorado,
torna a escrita e o desenho que ressonamdes
conhecidos traços te seguindo.*

* Ana Cristina Cesar: d’après Jorge de Lima Invenção de Orfeu I, XVIII

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Que bicho é este?

O postal da China que recebi hoje tem a foto deste artesanato típico de lá, com este bonito mas estranhíssimo bicho.

Quero ver quem consegue adivinhar que bicho é! Um coelho? Um elefante (sem tromba)? Um gato?? Ou outro animal? A resposta está logo abaixo da foto.

Nem coelho, nem elefante, mas parente do gato. É um tigre!! E um tigre mágico, que traz boa sorte, conforme informa o texto explicativo que veio no verso do postal e que traduzo (do inglês e não do chinês!) a seguir:

O povo chinês sempre respeita e reverencia o tigre, acreditando que ele pode afastar os males e garantir a paz e a saúde. Com a inscrição de "Chang Ming Bai Sui" (que significa longevidade em chinês), é utilizado pelos anciãos como um presente para as crianças, com o desejo de boa saúde e longevidade.

sábado, 25 de julho de 2009

Da América, um Hokusai

Kelly, uma garota estadunidense de 21 anos, enviou-me este postal, com uma pintura de seu artista favorito, Hokusai.

Assim sou levado a descobrir o pintor japonês que nessa obra assina como Katsuhika Hokusai e que viveu entre 1760 e 1849. A obra chama-se “Fuji Seen in the Distance from Senju Pleasure Quarter [Edo]”, algo como “O Fuji visto à distância do Senju Pleasure Quarter” e faz parte de uma série chamada “Thirty-Six Views of Mt Fuji”, “Trinta e seis visões do Monte Fuji”.



A gente pode se perder nessa gravura, há tanta coisa nela, você viu?: os homens, fazendo sei lá o quê, a plantação de arroz, as casas, e, sim, o sempre hipnótico Fuji.


O que você notou primeiro?

terça-feira, 14 de julho de 2009

O homem santo indiano e o gato alemão

Este postal parece ter vindo diretamente da novela da Glória Perez. Um "homem santo" indiano, ao lado de uma vaca. Veio de Mcleod Ganj, cidade que abriga muitos refugiados tibetanos (conforme informou-me o simpático indiano que mandou o postal). Por isso, ali há uma convivência de tradições hindus e budistas, como bem mostra a foto: ao fundo, pode-se ver os roletes de orações que o tibetanos costumam girar ritualisticamente. É o meu primeiro postal da Índia; ainda há poucos indianos no Postcrossing.

E este gato é duplamente alemão: não só veio da Alemanha, como tem estes traços arianos, típicos de lá. Estou ficando intrigado: já recebi uma dezena de postais da Alemanha com fotos de gatos (No meu perfil e digo que gosto de postais mostrando gatos, mas todos os postais com gatos que recebi foram de lá!). O que os alemães têm com os gatos??

tu queres gato: tira do teu ventre

morno medida de tua garra,

o formato e as unhas te fazendo,

tuas certezas, teu único sonho, botas e



cobertas que também desfazem teu salto

e se apronta para sobrevoar o campo alheio

e se lançar meio tigre sobre as marcas

que não sabes nem sabes repousar, e os gemidos


de fome em gato não ouças, mas vive

os cantos da casa e os pêlos amedrontados

e a ameaça acordando o nome gasto



e se deita depois num lento revirar ignorado,

torna a escrita e o desenho que ressonamdes

conhecidos traços te seguindo.




Ana Cristina Cesar: d’après Jorge de Lima Invenção de Orfeu I, XVIII

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sauna finlandesa

Na Finlândia existem 2 milhões de saunas. Cada família tem sua sauna particular, em uma casinha à beira de um lago. É um costume de lá, plenamente compreensível quando se pensa no frio intenso daquela região próxima ao Pólo Norte.

Muito simpático este postal que recebi, retratando uma dessas saunas. Foi enviado em 19 de junho, data do "Midsummer", o solstício de verão (lá), feriado que todos aproveitam para viajar até suas casas de lago. Uma legenda no verso do postal diz: "The sauna is the poor man's pharmacy."

P.S. Nunca estive na Finlândia, nem tenho qualquer ligação direta com esse país. Mas desde que comecei a participar do Postcrossing, recebi tantos postais de lá que passei a conhecer vários aspectos da cultura finlandesa e a simpatizar bastante com o país.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Trem alemão


Veio da Alemanha este trem. Esta é uma ponte mágica, que parece atravessar apenas um monte de pedregulho, mas que na verdade faz a travessia sobre o Atlântico, desde a Europa até aqui.
E assim, soltando fumaça e apitando (apitando em alemão, e não piuí piuí), ele chegou.

Eines von 30 Motiven dem Bildkartenbuch, "Eisenbahnen um die Welt"
Der syrische Tell der legendären Hedschasbahn mit Dampflok 260, die 1918 von der Sächsischen Maschinenfabrik R. Hatmann in Chemnitz gebaut wurde


Nunca andei de trem (a não ser o trem urbano em Porto Alegre, mas esse não conta), mas tenho um certo fascínio por trens. O trem tem algo de místico, de misterioso e de bonito. Mais ou menos perto da minha casa passa o trem de carga que vai de Pelotas a Rio Grande. Quando o ouço apitar, ou quando o vejo passar, é quase como se sentisse um ser vivo emitindo uma saudação. Tem um cão que sempre uiva quando ouve apitar o trem da madrugada. O que pensa o cão sobre os apitos?? Quem será esse ser que passa sempre à mesma hora e apitando??



Trains and winter rains...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ouvindo... "Primavera in anticipo"

É impressionante a competência cada vez maior de Laura Pausini em apresentar álbuns envolventes do início ao fim. Se o nome da cantora italiana ficou ligado a canções um pouco melosas e com uma queda para o brega, como os hits "La Solitudine" e "Strani Amore", do início de sua carreira, engana-se quem pensa que ela é só isso . Laura Pausini cresceu e evoluiu, amadureceu como cantora, disco após disco, em todos os sentidos. Quem mantém preconceitos em relação a ela não sabe o que está perdendo...


"Primavera in anticipo", lançado no final do ano passado, consuma os passos dados por Pausini em seus dois álbuns anteriores - "Io canto" e "Resta in ascolto" - em direção a uma sonoridade cada vez mais "pop-rock", ou seja, feita de arranjos baseados em guitarras e bateria potentes, com um pouco de violão, piano e cordas, e raros sintetizadores. (Bem diferente de seus três primeiros trabalhos!) As melodias de seus últimos álbuns também mostram-se ricas e complexas, destoando da monotonia que reina no pop atual. A voz de Laura, que se aproxima da perfeição como intérprete, e letras cada vez mais elaboradas e poéticas, completam um projeto que só pode ser aplaudido.


No Brasil não temos, atualmente, uma cantora como Laura, assumidamente pop e despretensiosa e, ao mesmo tempo, com um trabalho extremamente cuidado e elaborado. As cantoras daqui tendem ou para o escracho e a pobreza de uma música voltada para a massa das micaretas - como Ivete Sangalo e Claudia Leitte, as queridinhas das gravadoras e da mídia - ou para a chatisse de uma postura que se leva a sério demais (sem que isso signifique, necessariamente, qualidade) - como Ana Carolina e Marisa Monte, as queridinhas da crítica. (Ana Carolina, aliás, talvez seja a artista mais supervalorizada dos últimos tempos: suas músicas são pobres, suas letras são puro clichê e sua interpretação é monocórdica, mas todos falam dela como se fosse uma artista de inquestionável talento...)


Não se trata de valorizar mais o que vem de fora, e sim o que merece ser valorizado. Em matéria de música, tenho preferido a estrangeira e a de épocas passadas. A culpa não é minha se meus ouvidos são exigentes e se recusam a gostar das vozes e melodias pasteurizadas das axezeiras...


No vídeo abaixo, o clipe da formidável canção que dá título ao álbum, com participação de James Blunt.